Quando era pequena sempre imaginei que quando tivesse 27 anos estaria noutro patamar da vida. Não no sentido financeiro/profissional (as crianças não pensam nisso, suponho), mas sempre imaginei que tudo seria diferente. Reflectindo sobre o assunto acho que achava que ia ser como os meus pais.
Bem, os meus pais com 27 anos já tinham casa, 2 filhos, pareciam super resolvidos e confiantes, e tinham um emprego estável. Eu, por outro lado, com 27 anos não tenho casa, filhos, não estou resolvida, não me sinto nada confiante, nem tenho um emprego estável. Separa-me da insanidade o meu marido adorado...
Esta semana tem sido daquelas em que pomos muita coisa em causa. No meu caso, mais especificamente as perspectivas de trabalho, a minha relação com algumas pessoas e (o que pesa mais) a forma de eu própria me ver.
Sinto que mesmo aos 27 anos não sei completamente quem sou ou para onde vou. E para fazer o cliché completo, às vezes nem sei o que faço aqui! Todos temos um propósito, e se há dias que sei com toda a certeza qual é o meu, tem outros, como o de hoje, que não tenho a menor pista. Os meus defeitos de sempre perseguem-me. Sinto que achava que tinha amadurecido, que havia coisas que já tinha aprendido, e depois puf! Afinal não é bem assim... Achamos que evoluimos, que somos pessoas um bocadinho melhores, podemos finalmente pôr de lado aquela "coisa" que não gostamos em nós, e depois vem alguém tocar na ferida e apontar o dedo àquele defeito que nem nós próprios gostamos. É frustante, no mínimo.
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