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segunda-feira, 4 de julho de 2011

Recibos verdes.

Ódio. Ódio. Ódio. Ódio. Ódio. Ódio. Ódio. Ódio. Ódio. Ódio. Ódio. 
ÓDIO!!!

Se eu pudesse, eles evaporavam-se para todo o sempre. Já não chegava estar na situação de os passar, não ter direito a nada, ter o dever de tudo (inclusive pagar o que não ganho), estar numa situação para além do instável e ainda me vêm com a porcaria dos recibos electrónicos.
Para já, ainda não sou obrigada a passa-los, pois infelizmente não chego sequer perto do valor mínimo anual que me obrigaria a isso. Menos mal. Não tenho impressora. E nem sempre tenho internet. Mas como com os recibos verdes tudo dá errado, hoje quando fui às finanças pedir requisição de 10 recibos impressos (sim, porque eu tenho o meu livrinho antigo que nem 25% utilizei, mas com esta revolução toda dizem que esses já não servem), eis que começam os problemas. O computadorzinho "passou-se" e apesar de só lhe ter sido pedido 10 recibos (que já agora devem dar-me para mil anos), ele achou por bem emitir 30. Tudo bem, eu pago a diferença, levo 30. Mas NÃO!! Com os recibos verdes nunca nada pode ser simples. Ele emitiu 30, mas só deixou imprimir os últimos dez. E agora não dá para voltar a imprimir, nem dá para anular.

Daqui a um ano, ainda tenho as finanças à porta a dizer que andei a passar recibos e que não os declarei.

Ora PORRA para os recibos verdes!!!

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Uns choram.

Outros vendem lenços.

quinta-feira, 31 de março de 2011

O umbigo.

Deve ser fascinante tendo em conta a quantidade de tempo que algumas pessoas gastam a contempla-lo.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Menos envelopes simples.

Já repararam que nos CTT podem encontrar quanta coisa há? É livros de receitas portuguesas, indianas, chinesas, japonesas, para a bimby, é livros que já ganharam o prémio nobel, e livros sem interesse nenhum, é postais para quem faz 1 ano, 2 anos, 3 anos, ... 40 anos, 41 anos, ... (estão a perceber a ideia?), é t-shirts, é leques (sim, daqueles mesmo de abanar), é livros com mil modos de pedir desculpa, ou com mil modos de dizer obrigada, ou com mil modos de dizer que se ama alguém. É jogos do porto, benfica e sporting. Há de tudo. É quase como nas lojas dos chineses. Mas nos correios não se vendem envelopes simples. Daqueles normais, brancos. Pois.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

As minhas expectativas devem ser muito elevadas, estou a ver.

Muito bem que os anos da universidade foram óptimos. Houveram amizades fantásticas, que ainda hoje mantenho. Houveram festas, loucuras, cafés, muito estudo, muito stress, muita alegria, muita inocência, muita aprendizagem, muita busca pessoal, muito crescimento à força, muito crescer a bem. Houve muito mais coisas boas que más. Aliás, como as más eram praticamente as injustiças que se lavraram por aqueles lados, que o tempo atenua a raiva que na altura produziram. 
Mas mesmo com taaaaaaanta lembrança feliz, apelidar desses anos os melhores anos da minha vida, muito sinceramente, parece-me deprimente. Credo! Então isso significa que depois disto não há mais nada? Tipo, estão a imaginar NADA?

A época universitária teve muitos momentos extraordinários, únicos e que nunca mais na vida se repetirão. Valeu a pena pelo que aprendi como pessoa, e pelas amizades verdadeiras que fiz. Mas não gosto da frase "foi a altura mais feliz da minha vida". Mesmo que não concordem com o que digo, tentem seguir o meu raciocínio: tenho vinte e poucos anos, se a universidade foi a altura mais feliz da minha vida, então o que vou fazer com o meio século que espero ainda ter pela frente?

Há uns meses atrás uma alminha deprimente também me disse algo do género mas em relação ao casamento. Disse-me algo como: "aproveita muito bem o dia do teu casamento porque vai ser o dia mais feliz da tua vida toda. Depois daí, nunca mais nada será igual, nunca mais haverá aquela magia do amor no ar."

A sério minha gente? É mesmo isso que toda a gente pensa? Quando somos estudantes é que é fixe e depois de casar é tudo a decair? Oh meu Deus, assim a vida não tem graça. Raios e coriscos, virem essas bocas para lá, ide pregar para outra freguesia.

Eu cá respiro energia positiva: os tempos da universidade de zero a vinte foram vinte e um, mas já passaram. Desconfio que se voltasse à universidade seria uma experiência penosa, ou no mínimo secante. As pessoas que gosto já não estão lá. A minha idade já não é a mesma. As minhas ambições já são outras. Já passou o meu tempo disso. Fui feliz, agora busco outras formas de felicidade.

Quero ser feliz no dia do meu casamento. Quero ser feliz quando ganhar o meu primeiro salário em condições. Quero ser feliz quando tiver uma casa e puder convidar as minhas amigas para virem lá. Quero ser feliz na minha lua de mel. Quero ser feliz a vida toda ao lado do homem que escolhi. Quero ser feliz quando tiver filhos. Caraças, eu quero ser feliz a vida toda, e quero fazer felizes todos os que me rodeiam. E quero ainda que cada felicidade que vá vivendo seja superior à anterior. Que todos os momentos deixem saudades, mas que haja sempre uma felicidade ainda maior ali à espreita, na próxima esquina.
Que em tempo algum eu esteja tão miserável e tão sem esperança que pense "dava um ano da minha vida para voltar a um dia de estudante".

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Ponto número 1: Lá por ser moda dizer que esta ou aquela moça estão sempre mal vestidas, não quer dizer que elas estejam SEMPRE mal vestidas. Agora meio mundo parece repetir-se nas opiniões em todas as galas. E o contrário também acontece, quem está muitas vezes bem apresentado, não quer dizer que venha sempre bem vestido. Há dias felizes e outros nem tantos. A anotar: a Heidi Klum, que toda a gente inveja porque supostamente é uma deusa a quem tudo fica bem... Novidade: até ela tem dias menos bons. A Jennifer Lopez, acho que nem no dia que ela traga o vestido mais lindo do mundo terá elogios.
Ponto número 2: O Brad Pitt que toda a gente diz que ele é lindo, ou aquele dos piratas das caraíbas que muitas pessoas dizem que tem um charme irresistível e mais sei o quê... Mas alguém viu os óculos pirosos de um e o cabelo oleoso do outro?

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

A ke$ha irrita-me.

O nome irrita-me.
A maior parte das músicas depois de ouvidas ao longo de duas semanas (ainda aguento muito) começam a irritar-me.
A atitude do estilo "sou-tão-irreverente-e-só-quero-curtir-a-minha" irrita-me ainda mais.


(E depois já viram como ela é gira? Não tem um pingo de celulite. Pronto. Ela irrita-me.)

sábado, 4 de dezembro de 2010

Orçamentos doidos.

Ai e tal que as pessoas são doidas por se casarem. Que se vão prender
Não sei se isso é verdade. Mas não acredito. Nunca me senti presa, sempre senti antes aquela vontade louca de me atar a ele só para ele não fugir de mim, para agarrar esta felicidade toda, e ninguém roubar um cisco que seja. Ele diz que sente o mesmo. Bem, se é doido como eu, não sei. Mas é provável ou não me aturava há tanto ano.

Somos muito doidos (se assim querem chamar a quem quer casar) para dizer que "sim" à frente de toda a gente. Mas não somos doidos ao ponto de dizer que sim a tudo quanto nos pedem. Passo a explicar. Pedi orçamentos em vários sítios para maquilhagem, música, etc.
Ora vamos por partes, houve um animador musical, que basicamente põe umas músicas a tocar e tal e pedia 600 euros e EXIGIA (leram bem) ter lugar sentado na mesa como os convidados. Ao que me questionei, mas afinal o homem vai aos casamentos para animar os casamentos ou para comer? Além dos 600 euros que só por si são um exagero (e não estamos a falar de música ao vivo). 600 euros para pôr música a tocar?

Outro exagero com que me deparei foi com as maquilhadoras. Aqui é que me deu mesmo vontade de rir. Os orçamentos que tive foram entre 100 euros a 400 euros. Sim, houve quem tivesse o descaramento de pedir 400 euros por uma maquilhagem leve e natural.
Mas perguntei a mim mesma: "será que fico com os produtos no fim?", não, não ficamos com os produtos no fim. O preço é aquele, ponto. Algumas "oferecem" a maquilhagem à mãe da noiva. Mas eu penso que não é nada oferta, com o que pedem, está muito bem paga a maquilhagem das duas! Algumas alegam esta exorbitância porque a maquilhagem é uma arte.
Outro pormenor que achei curioso foi que todas pedem mais dinheiro pela deslocação. Por menos km que sejam, há sempre um acréscimo no preço para a deslocação.

Isto mexeu muito comigo. Muitas de vocês podem achar que eu é que sou forreta e que o que elas pedem é justo e normal. Outras de vós podem pensar que é de mau tom falar destas coisas. Mas mesmo assim eu continuo a pensar que é um exagero e que tenho razão no que penso e que posso muito bem falar sobre isto.

Sabem porquê? Porque eu para ganhar 100 euros tenho de atender DEZENAS de pacientes. Entendem? São horas e horas de trabalho. Para ganhar 100 euros tenho a responsabilidade da saúde de dezenas de pessoas nas minhas costas. E depois ainda desconto quase 50% do que ganho para o estado. Eu faço centenas de km por semana e nenhuma das 4 clínicas diferentes em que trabalho me paga nada despesas de deslocações. Em todas tenho de passar recibos e não há cá nada de dinheiros por debaixo da mesa.

sábado, 27 de novembro de 2010

Mete-me confusão, mas obviamente não tenho nada a ver com isso.

Mete-me confusão um casal que está desempregado, casar-se e tanto a noiva como o noivo fazerem questão de se casarem com vestido e fato que individualmente custam para cima de 3 mil euros. Pronto, não me entra no sistema, não sei explicar porquê, mas mete-me mesmo muita confusão. Só para poder dizer "casei-me com um vestido/fato da marca X? Parece-me tão fútil.

Cada vez me apercebo mais do negócio que gira à volta de um casamento e fico parva. Atónica!

Nota posterior: Ah e ainda mais  graça acho quando uma noiva assim, não se importa de gastar 6 mil euros só na roupa para um dia só, mas depois acha caro dar 350 euros por duas alianças em ouro que serão para toda a vida.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Síndrome de professor de português.

Agora pegou moda dizer-se que se escreve mal. (Até parece que há um ano atrás toda a gente escrevia  magnificamente bem). E que as pessoas não sabem conjugar os verbos. E que não sabem distinguir isto daquilo. E que a maioria dos blogues é uma tristeza, e blá blá blá que assassinam o português. O que cansa, nem é bem isto. Isso até é verdade, mas não é matéria para um post, muito menos escrito com a arrogância que tenho observado. Até há os que querem dar lições. Olhem desculpem lá não serem só pessoas inteligentíssimas como vocês a escreverem blogues em Portugal. Se dissessem exactamente o mesmo mas em relação às calinadas que se podem ler nos jornais, revistas e televisão, aí não me pronunciava.
Eu às vezes leio erros, tenho a certeza que os dou. É feio sim. Nunca faço revisão dos posts antes de os publicar, o que não ajuda. Acho que a maioria das pessoas também não. Até porque  salvo excepções em que os blogues são mais sérios, a maior parte dos blogues que vejo por aí é mais um modo de desabafar do que outra coisa. Não era melhor chamar à atenção as pessoas quando elas dão determinado erro? Eu prefiro. Sempre aprendo mais do que a ler por aí compêndios gramaticais. 

Que comichão é essa que de repente vos deu?

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Aviso, resultaria?

Ultimamente tem-me acontecido repetidamente a seguinte situação: estaciono o carro à vontade, mas quando lá chego entretanto já foram embora os carros que ladeavam o meu carro, e em troca tenho outros carros, mas desta vez muito próximos do meu pópó. Ora o que acontece é que demoro uma eternidade a tirar o carro, é que se não sou uma naba, também não sou um Ás nas manobras, e depois tenho amor ao carrinho e não quero vê-lo com riscos.
Estou a pensar colar no meu carro o seguinte aviso: "Tenha noção do perigo, deixe o seu carro afastado." Acham que resultaria?

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Sobre a inveja, ou outro sentimento que não consigo perceber.

Sabem quando têm uma coisa muito especial? Quase que apetece gritar a todo o mundo como aquilo que possuem é perfeito, como o encadeamento de tudo é tão harmonioso. Tudo gira e move como uma dança estupenda e bem coordenada. No amor sinto-me assim. É quase como se tivessem um segredo que mais ninguém conhece. Apetece gritar a todo mundo.

Mas ultimamente as pessoas tem sempre palpites negativos a dar. Ou sobre onde vamos morar, ou sobre os nossos trabalhos, ou sobre tudo e qualquer coisa que vem à conversa.
Como se ser tããão feliz assim, não fosse suficiente, como se ser amado e correspondido deste modo não fosse assim tão bom ou fosse assim tão comum. Como se confiar em alguém fosse a coisa mais fácil do mundo.
Imaginem: é como se tivessem algo que exibissem com orgulho, fizessem questão de mostrar, porque acham tão bonito, tão lindo, que não há coisa mais na vossa vida de que tenham tanto orgulho, e depois dizerem-vos que isso de que têm tanto orgulho não presta, ou não tem valor, ou é vulgar. Magoa.

Às vezes pergunto-me se é apenas parvoíce ou inveja. De qualquer das maneiras preferia que ficassem  contentes por eu estar super feliz.

"Por cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa tem de trabalhar recebendo menos."


terça-feira, 31 de agosto de 2010

Rapariga atira gatos ao rio.

Não aconselho pessoas sensíveis verem o vídeo.


Eu conheço pessoas assim, aliás, eu conheço uma vizinha que a gata dela por ano paria não sei quantas vezes. O destino dos bichanos era sempre o mesmo, esse do vídeo. Horrível, chocante... A desculpa desta gente é sempre a mesma: de que a gata, ou a cadela pariu, e é uma ninhada grande, e ninguém quer os bichinhos, e são muitas bocas para comer, blá blá blá, desculpas meus senhores, desculpas. Eu também tenho gatos e cães, e basta um comprimidinho de 15 em 15 dias (aka pílula), isto para evitar a castração pois pelo menos na minha zona fica caro mandar um animal ao veterinário fazer isso. A pílula não é cara, não dá quase trabalho nenhum, e evita-se esta maldade. Querem ter animais, tratem-nos com a dignidade que eles merecem. Com um animal, vêm sempre algumas responsabilidades.