Ainda é tudo recente, mas já ando toda empolgada a consultar tudo o que é páginas na internet sobre o assunto, revista e a falar com pessoas que já se casaram.
Então vou vos contar como foi o meu pedido perfeito.
Tudo começou com o meu aniversário. Fiz anos no inicio deste mês, e eu ligo muito aos aniversários (meus e dos outros). Adoro fazer anos, adoro quando os outros fazem anos, e portanto podem supôr, e bem, que para mim um aniversário tem que ser festejado, nem que a vaca tussa. E se não houver bolo, se não me cantarem os parabéns ou se se esquecerem de mim, fico triste. MESMO! O dia do meu aniversário este ano calhou à semana, num dia em que comecei a trabalhar às 9h e só terminei às 22h. Portanto, festejar... Esqueçam. Tive direito a almoçar rapidinho com os meus pais, e já me dei por contente. Mas para compensar, a minha mãe no Domingo seguinte fez um bolinho, chamei os meus avós e a minha tia, e festejamos os meus anos. A história podia terminar por aqui não fosse o meu querido estar de turno durante toda aquela semana, incluindo o dia dos meus anos e a quinta feira. Ora como ele trabalha longe, só vem a casa quando está de folga, que nessa semana só calhou na quinta feira seguinte, quase uma semana depois de eu fazer aninhos. Como ele sabe que gosto de fazer anos, e não tinha festejado comigo ele disse que ia levar-me a jantar a um sitio que eu andava já há muito tempo a querer experimentar, mas que nunca íamos porque vá, é um bocado caro e não se pode gastar tanto assim só porque sim. Desta vez tínhamos um bom motivo, e portanto não havia desculpas para não irmos. Mas quando chegou à última da hora eu acobardei-me (lol), isto porquê... Porque se fossemos ao tal sítio eu não ia ter prendinha, e eu queria ter uma prendinha! Ele fez uma reserva, e disse-me que seria inesquecível. Eu achei que ia ser inesquecível porque ia comer peixe cru (fomos ao sushi), agora dá vontade de rir!
No dia combinado fomos para o Porto e passamos a tarde toda a namorar: passeamos pelo Douro, relaxamos numa esplanada simpática com músiquinha, ... Foi uma tarde assim a atirar para o romântico, só nós dois, a conversarmos ora de coisas banais ora de planos, ora de preocupações. Basicamente foi uma tarde melosa com muita conversa, muitos miminhos, muitos abraços e caminhadas de mãos dadas. Quando o final da tarde se aproximou fomos para a zona de Matosinhos (o restaurante era para esses lados) e estivemos a fazer tempo ao pé do mar para depois irmos jantar. Houve mais carinho e conversa, até que começou a levantar vento e resolvemos irmos jantar. Quando chegamos ao restaurante ainda era relativamente cedo e por isso ainda estava vazio. Resultado: restaurante todo bonito por nossa conta. Escolhemos a mesa, eu teimei que tinhamos de ficar perto da mesa do chefe (onde ele faz um género de espectáculo enquanto confecciona a comida e eu queria ver) e o D. queria ficar num dos cantinhos do restaurante. Não ganhou ninguém, ficamos a meio, numa mesa mais ao menos reservada, mas de onde aqui a curiosa podia ver o cozinheiro a preparar os pratos. Começamos a comer e eu adorei sushi. Nunca tinha provado e estava receosa, mas adorei! É diferente, leve, saboroso, e colorido (e os olhos também comem, oh se comem!). Não gostei nada foi de um molho verde horrível, que picava que fartava.
Havia música ambiente e velas. Aliás a decoração era toda cuidada e intimista. Estava tudo espectacular e eu estava a adorar (até já me tinha esquecido dos sapatinhos que queria de prenda), quando ele me diz que ainda tinha uma prenda. E eu perguntei: "a sério?", ele disse-me a medo "Não é bem uma prenda, mas tu tinhas dito que querias uma prendinha para recordares o dia, mesmo que não fosse os sapatos... Disseste que um poema também servia... Continuas a pensar isso?", eu respondi logo que sim, claro que um poema servia, o que interessava era poder guardar. Vai daí, ele saca de uma folhinha e começa a ler o que tinha escrito. Falou de amor, de obstáculos, de planos, do futuro, das dificuldades, da compreensão... E por fim disse: "Agora quero fazer-te uma pergunta que não se cala dentro de mim". Saca de uma caixinha que abre rapidamente e onde espreita uma aliança lá de dentro e faz a derradeira pergunta "Queres casar comigo?". Claro que disse que sim, claro que fiquei emocionada, claro que demos as mãos, e claro que demos um beijinho.
Até ali, eu queria provar tudo, comer tudo, depois disto, fiquei com tanta borboleta na barriga, com um sorriso tão parvo, mas tão parvo na cara (parvo como só os sorrisos apaixonados conseguem ser) que já não conseguia comer nada em condições. Só me apetecia ligar às pessoas e contar, gritar a minha alegria, explodir de felicidade!
A noite ainda não terminou por aqui, acabamos de jantar enquanto ele me contava as peripécias de planear tudo nos últimos meses, a saga da procura do anel, o fazer as coisas e não contar a ninguém. Depois fomos para casa e contamos aos pais dele, que ficaram muito contentes por nós e de seguida fomos a minha casa e contamos aos meus pais, que também ficaram muito felizes.
Este foi mais um dos episódios felizes da nossa história de amor, que já começou há quase 8 anos, e que espero que dure muitos, muitos, mas muitos mais!
PS: Não me interessam se vos pediram em casamento numa viagem de balão, debaixo da torre eiffel ou se perderam o sapatinho tipo Cinderela. O meu pedido foi o mais lindo e perfeito do mundo inteiro! :P